Demissão na <i>CP Carga</i>

«Uma decisão gravíssima do Governo, levada a cabo pela Administração da CP» – assim foi classificada a demissão da Administração da CP Carga, na semana passada, numa pergunta que Bruno Dias, deputado do PCP, endereçou sexta-feira ao Ministério de António Mendonça. A destituição «aparece como a resposta do Governo a uma proposta, negociada com um sindicato pela Administração da CP Carga, proposta que ia no sentido de fazer cumprir o Acordo de Empresa livremente assinado entre as partes e cuja violação estava a motivar a justa luta dos trabalhadores», comentou o sector de Transportes da Organização Regional de Lisboa do PCP, ao divulgar a iniciativa do deputado comunista.

No texto entregue na Mesa da AR contesta-se que o Governo surja como se estivesse a impor às administrações o cumprimento da lei, quando «neste preciso momento, a generalidade das administrações do sector empresarial do Estado está a violar a lei por ordem do Governo». Bruno Dias aponta situações concretas: negar às comissões de trabalhadores a informação e participação em processos de reestruturação; violar acordos de empresa livremente assinados com os representantes dos trabalhadores; reduzir os salários (como sucedeu na CP Carga em Janeiro), violentando a Constituição, para cumprir normas ilegais do Orçamento do Estado para 2011; recorrer a manobras contra o direito à greve, como aconteceu recentemente na Refer e na CP. «Fica assim claro que o que o Governo penaliza não é a violação da lei, não é a promoção do confronto com os trabalhadores», afirma o deputado, assinalando que «estes factos ocorrem num quadro em que se avoluma e intensifica a luta dos trabalhadores da CP Carga, que ainda a 10 de Fevereiro realizaram uma grandiosa jornada de luta, com uma adesão perto dos cem por cento». Esta é «uma luta actualmente com acrescidas razões para prosseguir, contra o roubo nos salários, em defesa da contratação colectiva, contra a privatização da CP Carga».



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